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Estudo aponta avanço da transformação digital em 2025, com impacto direto na eficiência operacional, na segurança dos dados e na jornada do paciente em sistemas públicos e privados

O mercado de fornecedores de serviços em healthcare no Brasil passa por uma transformação estrutural em 2025, impulsionada pela combinação entre interoperabilidade, inteligência artificial, automação e cibersegurança. O movimento reflete tanto a complexidade do sistema de saúde brasileiro quanto a pressão crescente por eficiência operacional, sustentabilidade financeira e o foco na experiência do paciente. É o que mostra a nova edição do estudo ISG Provider Lens® Healthcare Digital Services 2025 para o Brasil, produzido e distribuído pela TGT ISG.

O relatório trouxe uma análise tanto do setor público quanto do privado. O Brasil tem hoje um dos maiores sistemas de saúde do mundo. “O SUS, com 35 anos, atende cerca de 74% da população e contou com um orçamento em torno de R$220 bilhões para 2025”, afirma Sonia Maria Castral, distinguished analyst da TGT ISG e autora do estudo. “Já a saúde suplementar atende aproximadamente 87 milhões de vidas, sendo que 75% dos planos de saúde são empresariais, o que mostra como o acesso individual tem limitações”.

Na comparação com o ano anterior, o foco dos investimentos e estratégias evoluiu. “Na edição anterior, a discussão estava muito concentrada em inteligência artificial e sustentabilidade financeira. Este ano, a interoperabilidade passa a ser o grande vetor da transformação da saúde no Brasil”, destaca a especialista.

A interoperabilidade, segundo a autora, é o elemento que conecta laboratórios, hospitais, operadoras e demais atores do ecossistema. “É a capacidade de integrar informações para criar um prontuário único do paciente, por exemplo. Com isso, evitamos procedimentos duplicados, reduzimos custos e aumentamos a eficiência do atendimento”, comenta. Esse avanço tem impacto direto na operação dos fornecedores de serviços, que passam a ser cobrados não apenas por tecnologia, mas por capacidade de integração, governança de dados e escalabilidade.

Esse movimento ocorre em paralelo à aceleração da transformação digital na saúde, que envolve o uso estratégico de prontuários eletrônicos, telemedicina, inteligência artificial, dispositivos vestíveis, IoT e analytics. Em 2025, a IA seguiu como peça central para diagnósticos avançados, automação de fluxos de trabalho, análises preditivas e manejo da saúde populacional, além de apoiar modelos de cuidado mais personalizados.

“A inteligência artificial aplicada hoje à saúde está muito focada na automação de processos, como agendamento de consultas, aprovação de procedimentos e, principalmente, análise de imagens”, explica. “Hospitais brasileiros já utilizam IA para análise de imagens, o que reduz significativamente a carga burocrática e libera tempo do médico para o cuidado com o paciente”.

Quando interoperabilidade e IA se combinam, o resultado é a transformação da jornada do paciente, colocando-o como centro da experiência, envolvendo check-in e check-out digitais, agendamento por chatbots e integração de dados, o que agiliza o atendimento.

Segundo o relatório, a automação também avança no setor público. “O SUS, por meio do projeto Conecta SUS e da Rede Nacional de Dados em Saúde, está adotando protocolos globais de interoperabilidade, o que traz mais agilidade, menos burocracia e maior eficiência”, afirma Castral.

Outro eixo crítico para o mercado de fornecedores é a sustentabilidade financeira. De acordo com o estudo, a IA e as ferramentas analíticas estão sendo usadas para auditorias inteligentes, redução de glosas e análises financeiras mais precisas. Isso reduz fraudes e acelera o ciclo de receitas das instituições.
No entanto, à medida que os dados passam a circular de forma mais ampla, a cibersegurança se torna um fator decisivo. Com interoperabilidade, nuvem e telemedicina, a cibersegurança deixa de ser opcional e passa a ser estrutural. “Sem segurança da informação, não existe interoperabilidade”, alerta Castral.

Diferentemente de outros setores, como o varejo, o impacto de um vazamento na saúde é ainda mais grave. “Não se trata apenas de perda de dados, mas de informações clínicas, pessoais e confidenciais. Por isso, a cibersegurança é hoje uma das áreas com maior volume de investimentos no mercado de healthcare.”
Nesse cenário, os fornecedores de serviços em healthcare enfrentam um mercado mais exigente, regulado e orientado a resultados. “A transformação digital está melhorando a eficiência, a acessibilidade e colocando o paciente no centro. O futuro da saúde no Brasil passa, inevitavelmente, pela integração de dados, modernização operacional e uso estratégico da tecnologia”, finaliza.
O relatório ISG Provider Lens® Healthcare Digital Services 2025 para o Brasil avalia as capacidades de 26 fornecedores em três quadrantes: Payer Digital Transformation, Provider Digital Transformation e Interoperability and Data Security.

O relatório nomeia a Deloitte, a MV e a Philips Healthcare – Tasy como líderes em todos os três quadrantes. Nomeia a Accenture como líder em dois quadrantes e a DGS, a InterSystems e a TOTVS como líderes em um quadrante cada.
Além disso, a Liberty Health, a Planium e a UpFlux foram nomeadas como Rising Stars — empresas com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG — em um quadrante cada.

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